Óleos essenciais – Propriedades físicas

Os óleos essenciais são substâncias muito interessantes que têm vindo a despertar de dia para dia um interesse crescente, devido às suas múltiplas aplicações. 

Não confundir óleos essenciais com óleos vegetais, apesar de ambos serem extraídos de plantas. Os óleos vegetais são normalmente líquidos viscosos, constituídos por moléculas longas,  e não apresentam um cheiro acentuado. Os óleos essenciais são constituidos por moléculas muito pequenas e leves, que se espalham pelo ar, difundindo os seus agradáveis aromas.

Vamos ficar a conhecer melhor as propriedades fisicas dos óleos essenciais:

À temperatura ambiente, os óleos essenciais são líquidos, raramente viscosos (Mirra e Sândalo) ou cristalizados (Rosa, Cânfora).

A uma temperatura mais baixa, alguns cristalizam (Anis, Hortelã dos campos, Tomilho).

São mais leves do que a água (exceto a Canela, Cravo-da-índia, o Sassafrás, a Cenoura) e não se misturam, o que permite a sua separação.

Apresentam várias cores, normalmente do incolor ao castanho claro, mas encontram-se outras cores.

São sensíveis à exposição solar e às altas temperaturas, correndo assim o risco de evaporação rápida. Devem ser conservados entre os 4º e os 20 º C.

Os óleos essenciais não são oleosos, são insolúveis em água e bastante voláteis, o que explica o seu carácter odorífico, permitindo que sejam arrastados pelo vapor da água, no processo de extração.

Dissolvem-se bem em álcool e misturam-se muito bem em óleos vegetais, em ceras e gorduras vegetais, no éter e nos solventes orgânicos.

Em estado de degradação, o óleo essencial resinifica-se, ou seja, torna-se viscoso e há uma alteração do seu aroma.

Alguns óleos podem ser tóxicos se não forem respeitadas as precauções de uso. 

Na próxima publicação falaremos dos métodos de extração dos óleos essenciais. Até lá!