Utilização de plantas e óleos essenciais desde a antiguidade

As plantas medicinais e os produtos aromáticos interessaram ao homem primitivo, pois estavam associados aos rituais sagrados. As plantas criavam um ambiente especial, pelo seu odor, ao serem queimadas. Eram utilizadas para pedir proteção dos bons Deuses, para afugentar animais, para afastar inimigos, para afastar Deuses maléficos, em rituais de purificação, em oferendas em momento difíceis (nascimentos, viagens, guerra, morte), etc.

O registo mais antigo sobre a utilização das plantas aromáticas foi encontrado num túmulo do Neolítico (entre 5000 e 2500 anos A. C.) no qual se encontraram vestígios de um homem envolvido em plantas aromáticas, identificadas por restos de grãos de pólen.

No Paquistão foi encontrado um alambique de terra cozida, onde se destilavam plantas aromáticas, de há mais de 5000 anos.

O faraó Tutankhamon, faraó egípcio que viveu há mais de 3 mil anos, foi embalsamado com um cosmético contendo óleo de Cedro do Atlas extraído na época de forma rudimentar. Os cientistas atualmente acreditam que isso pode explicar o excelente estado de conservação da múmia do faraó. O Cedro do Atlas possui propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras. Quando a tumba do Faraó Tutankhamon foi aberta em 1922 descobriu-se um grande número de vasos de alabastro que continham óleos aromáticos.

Com o decorrer dos anos as plantas passaram a fazer parte de técnicas de prevenção e de tratamento de doenças em diversas partes no mundo. Por exemplo, a China e a India foram duas civilizações onde as plantas aromáticas e os óleos essenciais sempre tiveram uma grande utilização. Ainda hoje a medicina chinesa os emprega com bons resultados.